Visionando o post do Megalito Descabelado num curral próximo de si, não posso deixar passar a oportunidade de discutir esse cliché que é a democracia ou ausência. Digo cliché não por considerar este um assunto banal, mas porque é discutir a quadratura do círculo. De novo. Deste modo, na minha perspectiva (a de quem este tipo de reflexões são puramente teoréticas porque teve o bafejo da sorte de nascer no Crazy 80's), este assunto é algo que, há muito, deveria estar morto e enterrado.
As aulas de História das Ideias e Instituições com o agora Professor Doutor Sardica transformaram-me num híbrido político. Dou para o lado que minha ventania cerebral estiver a soprar na altura crítica, mas devo admitir um forte pendor esquerdista (ou marxistóide como foi referido por um excelentíssimo anónimo) a nível ideológico. E sendo eu de rês rasca (obrigado José Manuel Fernandes; se não fosses tu a classificar-nos, ainda hoje sofreríamos de amnésia geracional), custa-me bastante a entender como podem falar de Fascismo/Comunismo como opção política.
Haverá realmente alguém que seja imbecil ao ponto de não conseguir fazer uma avaliação histórica do século XX (eu nem peço para analisarem outras formas absolutas de exercício do poder, basta o século XX) ?
Será assim tão complicado entender que ambas são políticas desprovidas de qualquer sentido ou utilidade prática ?
A Rússia de Estaline, a Itália de Mussolini e a Alemanha de Hitler não são apenas belos motivos para fazer blockbusters! São um pedaço inegável e (infelizmente) inapagável da nossa história enquanto comunidade mundial que deveriam ensinar a TODOS que determinados valores são anteriores a qualquer tipo de organização.
A saber:
Liberdade
Igualdade
Fraternidade
Tolerância
A Revolução Francesa teve um sentido. As lutas internacionais para nos livrarmos de qualquer tipo de opressão que nos limite o acesso a estes 4 simples valores teve e TEM um sentido.
Uma guerra mundial, 35 milhões de mortos, 50 anos de Guerra Fria, nada disto é relevante ?
Como diz o Belo Menir, a democracia pode ser tolerante com as ideias fascistas ou comunistas (no sentido extremo que as palavras têm etimologicamente... não me venham com merdas de tentá-las suavizar). A democracia deve dar o exemplo nessa mesma tolerância, mas ninguém é tolo o suficiente para equacionar a existência de uma organização cuja efectivação passa pelo anular dos valores supracitados.
O MUNDO NÃO QUER FASCISMO. O MUNDO NÃO QUER COMUNISMO.
Ou o sr. extremista não esteve atento às eleições francesas de há alguns anos atrás ?